• Hélio Couto

O Poder de soltar VII


No paradigma não-real (negação do Todo) os símbolos têm extrema importância para a manutenção do próprio paradigma, mas isso não pode ser percebido desta forma. É necessária uma visão de mundo coletiva com ideias que sustentem o paradigma não-real. Essas ideias são uma cortina de fumaça que evita que o paradigma não-real seja visto como ele realmente é.


Essas ideias criam uma maneira de interagir dentro do paradigma não-real e isso facilita para que se haja de forma não-real. Desta forma evita-se o paradigma real sem nem perceber que se está fazendo isso. Como que não se percebe o paradigma não-real? Ensinado um determinado paradigma a consciência interpretará a realidade de acordo com os parâmetros deste paradigma. É nesse ponto que o ego é importante para o paradigma não-real. Assim a intuição é desprezada ou racionalizada. Isso facilita que não se perceba, entenda e aceite a troca de paradigma não-real pelo real. Até que haja uma fissura nas atitudes dentro do paradigma não-real. Se uma pessoa não usa o símbolo a rachadura começa. Por isso é tão importante que todos compartilhem dos mesmos símbolos e das mesmas ideias. Lembrar que as ideias mantêm o paradigma não-real funcionando.


Desta forma tudo pode continuar indefinidamente como foi projetado que deveria ser. As ideias justificam todos os comportamentos que mantém o paradigma não-real funcionando. Desde o nível mais inferior até o mais superior. Quando estas ideias estão sendo seguidas há uma desculpa para que tudo continue normalmente dentro do paradigma não-real.


As ideias são praticamente onipresentes na vida de todos dentro do paradigma não-real. Permitindo que tudo possa ter um significado invertido. E isso é fundamental para o funcionamento do paradigma não-real. A questão aqui que importa para o paradigma não-real é que todos hajam como se estivessem dentro do paradigma não-real. É esta atitude que mantém o paradigma não-real funcionando.


Hélio Couto

www.heliocouto.com

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