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Hélio Couto
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O Poder de Soltar XVII

January 3, 2017

 

Porém, suponhamos que alguém resolva soltar. A coisa mais imponderável aconteceu. Todos à volta ficam perplexos com a mudança. Soltar faz com que tenham de repensar tudo e isso tem consequências. Pode-se perder todo o status quo adquirido com muito esforço. A incompreensão é generalizada. Acham que a pessoa ficou louca. Está no mundo, mas não é mais do mundo. Agora está livre para trabalhar, estudar e ajudar. Agora pode usar todo o potencial de vida que recebeu ao nascer. 

 

 

O soltar muda totalmente as regras do jogo, pois a pessoa sai do jogo. O jogo implica em trabalhar até certo ponto, em estudar até certo ponto e ajudar até certo ponto. Implica em não entrar nos problemas alheios, em transferir os problemas para outros resolverem, em ignorar os problemas, em fugir da realidade, etc. O jogo mantem tudo funcionando porque mantem o paradigma não-real no mundo.

 

 

Quando alguém sai do paradigma não-real ele afeta o mundo todo, mesmo que não perceba isso. E isso pode ser feito onde cada um está no momento. Não há necessidade de mudar de vida, de local, de trabalho, de relacionamento, etc. É justamente onde se está que se é necessário. É a semente de mostarda em cada local no mundo. Mostrar pelo exemplo sem alarde nem propaganda. Sem ego, sem esperar recompensa, sem esperar nada. Apenas fazer o que tem de ser feito. Esta é a força do soltar em cada lugar em que haja um ser humano no planeta. Uma pequena porcentagem muda tudo. Sem fazer alarde de que mudou.

 

 

Há dois mil anos quando se perguntava como se identificar os cristãos a resposta era: veja como se amam. Quando Buda soltou estava sentado embaixo de uma árvore. Sócrates soltou quando não quis prejudicar ninguém. Lao Tsé soltou quando escreveu o Tao Te King. Soltar é uma atitude interna invisível para os demais. Na prática ninguém percebe quem solta. Somente pelas atitudes se pode perceber. Não há apego, nem busca de aprovação, nem nada que a prenda aqui, mas a pessoa continua trabalhando, estudando e ajudando. E esta é a questão que provoca a perplexidade. Um eremita que solta ninguém vê, mas alguém dentro de uma civilização fazer isso é profundamente transformador. 

 

 

Evidentemente que isso deve ser feito com plena consciência das consequências. Isso não pode ser feito como uma tática. Isso tem de ser de dentro do coração. Ser real. Pois, a oposição será ferrenha. E se isso for feito sem convicção não durará nem dez minutos. O paradigma não-real não suporta o paradigma real. Não se deve ter nenhuma ilusão quanto a isto.

 

 

Hélio Couto

www.opoderdesoltar.com.br

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